Bia acorda e percebe que nao esta na sua casa, por um instante nao sabia onde acordou, ai logo se lembrou, estava na Arabelandia, na casa de Hamudi.

Meu Deus, como pode, alguns meses estava sozinha na sua casa, entrou na net e hoje estava ali, na Arabelandia, que loucura, sera que estava fazendo o certo? Sera que aquilo nao era um sonho? Ou uma infantilidade dela? Esse amor poderia mesmo estar acontecendo?

Olhou para as maos e viu a alianca de noivado, ali estava o compromisso daquele amor, um amor fundamental, um amor que a fez cometer loucura e ainda estava fazendo, um amor para vida toda, um amor de verdade.

Deu um pulo da cama e foi se arrumar para encarar o mundo.

Todos estavam na mesa de cafe da manha e Bia foi muito bem recebida.

A mesa, mais uma vez farta, ela estava se questionando se era sempre assim, ou era pq ela estava ali?

Comeu as delicias do Oriente e o programa ficar em casa e receber as visitas que queriam conhece-la.

Hamudi, sabia que pelo menos por tres dias, Bia teria que ficar em casa recebendo as pessoas, afinal, todos queriam conhece-la, depois ele faria os passeios para que ela conhecesse a Arabelandia.

No meio do cafe comecam a chegar as visitas, eles chegavam, sentavam, e ja estavam ali tomando o cafe.

Bia ficava sem saber o que fazer, somente sorria, e nao entendia quase nada, pois todos falavam em arabe, alguns percebiam que muitas vezes ela era a unica que nao dava risada das piadas e comecavam a falar em ingles.

Ate que a conversa se resumiu em um so idioma, o ingles….ufa!!!!

Ela respondia atentamente as perguntas sobre o seu pais. Se ela era uma selva, se tinha muito indio pelas ruas, se todos eram parecidos com Pele, Ronaldinho, Ronaldo e Roberto Carlos, se as pessoas jogavam futebol o dia todo, se o filme Cidade de Deus, foi filmado num bairro como o dela, se o povo vivia so de Carnaval, e assim vai.

Grcas a Deus, os pais de Hamudi, e o proprio, gostaram muito de la e explicava que aquele pensamento era uma visao mostrada pela midia, que o Brasil era um pais, muito lindo, verde, evoluido, as pessoas eram simpaticas, lutadoras, enfim, o Brasil era um pais maravilhoso.

A casa ficou cheia o dia todo, era um tal de entrar gente e sair gente que Bia nem sabia quem tinha sido o primeiro a chegar. Enquanto isso, chazinho e cafezinho apareciam a cada meia hora na sala.

Muitos somente sorriam para ela, outros sentavam ao seu lado, conversavam, riam, as mulheres pegava em suas maos, outros so a observavam, ficavam olhando dos pes a cabeca, analisando fio por fio de seu cabelo.

Ela achou muito engracado o modo de se vestirem, desde mulheres com calca jeans, mas de hijab, ate mulheres de abeya com nigab ( cobertura para a face), algumas delas usavam luvas, e aquilo deixava Bia encucada. As de nigab era dificil de se conversar, pois ela nao sabia se estavam rindo, fazendo careta, ou o que, ela so via aqueles olhinhos piscantes, em certos momentos os olhinhos fechavam, ela deduzia que estavam rindo.

Mas o que tirava a atencao, era como elas comiam com aquele pano no rosto, levantavam e colocavam a xicara por debaixo, Bia ficava olhando, olhando, e viajando em seu pensamento.

Assim se passaram tres dias, sentada em casa e recebendo visitas. A familia de Hamudi, dizia que aquele ara um costume arabe, e que depois disso, eles  poderiam sair.

Bia nao aguentava mais responder as mesmas perguntas, se alguem pudesse chegar com algum repertorio novo, ela agradeceria, mas o que a estava irritando era que uma pessoa fazia uma pergunta e ela respondia, a que estava logo atras, fazia a mesma, mesmo que estivesse ouvido, e queria que ela contasse no mesmo entusiasmo da primeira.

Tirando isso, estava tudo bem, porem algo a estava deixando com a orelha em pe, na hora do banho, ela percebia que aquele banheiro era usado somente por ela, sera que usavam outro lugar pro banho????? Os homens da casa estavam sempre de cabelo molhado com gel, mas ela nao via nenhuma movimentacao para tal…..muito estranho!!!!

Beijos e fiquem com Deus