Os Milagres de Jesus (as)

Com a permissão de Allah Jesus (as) realizou muitos outros milagres, isto para além do seu nascimento virginal e a da declaração da sua profecia enquanto recém-nascido. De fato, estes dois milagres eram suficientes para revelar a natureza axtraordinária de Jesus (as). Afinal, somente um milagre pode fazer com que uma criança recém-nascida fale tão racionalmente e com fé:

“Então, Allah dirá: “Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria…”.
(Surah 5, Al-Ma’idah: 110)

No Alcorão, os milagres de Jesus (as) estão assim referidos:

“E (fará dele) um Mensageiro para os Filhos de Israel (dizendo-lhes): Na verdade, eu vim para vós com um Sinal do vosso Senhor, em que faço para vós, de um pedaço de barro, a figura de um pássaro; assopro-a, e ele transforma-se num pássora (vivo) com a permissão de Allah; e curo o cego de nascença, e o leproso, e faço ressuscitar os mortos com a permissão de Allah; e digo-vos o que comeis e o que armazenais em vossas casas. Na verdade, nisso está um Sinal para vós, se sois crentes”.
(Sura Al ‘Imran: 49)

Não obstante todos estes extraordinários acontecimentos até aqui referidos, algumas pessoas rejeitaram arrogantemente os milagres de Jesus (as) e disseram que estes eram magia.

Jesus (as) Comunica a Mensagem e Algumas das Dificuldades por ele Enfrentadas

Na época em que Jesus (as) foi enviado, o povo de Israel encontrava-se em completo tumulto, tanto no aspecto político como econômico. Por um lado, existiam as cruéis condições infligidas ao público e, por outro, crenças e seitas divergentes que dificultavam a vida.

O Messias que o povo há tanto esperava era Jesus (as). Por vontade de Allah, Jesus (as) falou quando estava ainda no berço, indicando, assim, ás pessoas que o Messias que aguardavam havia chegado. A partir de então, muitos depositaram nele as suas esperanças em busca de orientação.

No entanto, houve também pessoas que recusaram aceitar Jesus (as). Os apoiadores do sistema descrente da época, em particular, consideravam-no simplesmente como uma ameaça à sua existência. Por este motivo, planearam matá-lo mal ouviram falar dele. Para seu horror, contudo, os seus planos encontravam-se, logo à partida, condenados ao fracasso. No entanto, isto não os impediu de se declararem inimigos de Jesus (as), enquanto este cumpria a sua missão.

Não obstante, não foram apenas os descrentes aqueles que se colocaram contra Jesus (as). Durante aquele período, por várias razões, a maioria dos rabinos tomou partido contra Jesus (as), insistindo que este abolira a sua religião e, certamente devido à sua oposição a um Mensageiro de Allah, tornaram-se descrentes.

O que na realidade Jesus (as) fez, foi apenas chamar o povo para o verdadeiro caminho, e eliminar as falsas regras introduzidas no Judaísmo pelos próprios rabinos. O povo de Israel distorcera a sua religião, proibindo o que era permitido pela revelação original, e permitindo o que era proibido pela mesma. Deste modo, haviam mudado completamente o verdadeiro caminho revelado por Allah. Dado isto, Allah enviou Jesus (as) para purificar a verdadeira religião de todas as inovações nela incorporadas numa fase precedente. Jesus (as) chamou o seu povo para o Injil (Evangelho), o qual confirmava a verdadeira Torá revelada o Moisés (Mussa) (as). O versículo em causa no Alcorão é o seguinte:

“E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; E vim para vós como um. Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah eobedecei-me”.
(Surah 3, Al ‘Imran: 50)

Num outro versículo, Allah informa-nos de que o Evangelho revelado a Jesus (as) era uma orientação para os crentes para o verdadeiro caminho, e para os ajudar a discernir entre o bem e o mal. Era também um livro que confirmava a Torá:

“E nas suas pegadas (dos profetas) Nós enviamos Jesus, filho de Maria, para confirmar aquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora; e Nós demos-lhe o Evangelho onde há Orientação e Luz, e a confirmação daquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora: uma orientação e admoestação para aqueles que temem”.
(Surah 5, Al-Ma’idah: 46)

As pessoas proeminentes de entre os Filhos de Israel, mais preocupadas com as regras que se haviam tornado tradição, duvidaram do que Jesus (as) trouxera. Isto deveu-se simplesmente ao fato de, na sua opinião, Jesus (as) não enfatizar as regras tradicionais, chamando antes o povo para a devoção a Allah, para a renúncia ao mundo, para a sinceridade, a fraternidade e a honestidade. Ao encontrarem um modo diferente de entender a religião, os Judeus sentiram-se frustrados com o aconselhado por Jesus (as).
No Alcorão, Allah refere assim o modo como Jesus (as) comunicou os mandamentos de Allah:

“E quando Jesus lhes apresentou as evidências, disse: Trago-vos a sabedoria, para elucidar-vos sobre algo que é objecto das vossas divergências. Temei, pois, a Allah, e obedecei-me! Allah é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Eis aqui a senda recta! Porém, os partidos discreparam entre si. Ai dos iníquos, quanto ao castigo do dia doloroso!”
(Surah 43, Az-Zukhruf: 63-65)

A sinceridade e a atitude diferente de Jesus (as) atraiu a atenção do povo. O número dos seus seguidores aumentava constantemente.

Os Judeus Afirmam ter matado Jesus (as)

Sem dúvida alguma, estamos todos familiarizados com a alegação de que os Romanos crucificaram Jesus (as). Como refere a alegação, os Romanos e os rabinos Judeus arrastaram Jesus (as) e crucificaram-no. De fato, todo o mundo Cristão abraça a crença de que Jesus (as) morreu, mas que depois voltou à vida e ascendeu aos céus.
Contudo, quando nos referimos ao Alcorão, verificamos que o que realmente aconteceu não é conforme se acredita:

“E por dizerem: Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o fato é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio”.
(Surah 4, An-Nissa’: 157-158)

O fato que o Alcorão nos revela é óbvio. A tentativa dos Romanos, provocada pelos Judeus, para assassinar Jesus (as), mostrou ser mal sucedida.

A expressão citada a partir do versículo acima mencionado “apenas isso lhes foi simulado” explica a verdadeira natureza deste acontecimento. Jesus (as) não foi assassinado mas elevado à presença de Allah.

Além disso, Allah chama a nossa atenção para o fato de que, aqueles que isto afirmaram, nada sabiam a respeito da verdade.
De novo, num outro versículo, Allah diz que, Ele Próprio, receberia Jesus (as) de volta e que Ele o elevaria para Si:

“Quando Allah disse: Oh Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei desses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis”.
(Surah 3, Al ‘Imran: 55)

Analisaremos o real significado da palavra “tomar-te-ei” no capítulo seguinte. Outras importantes provas, que o Alcorão nos proporciona relativamente a este assunto, são as expressões gerais usadas para a morte de outros profetas. As expressões usadas no Alcorão para a morte ou para o assassinato de profetas, são muito claras.
Por exemplo, na Surat an-Nissa’:155, existe um exemplo explícito.

“(Eles incorreram no Divino descontentamento), por terem quebrado o seu pacto; por terem rejeitado os versículos de Allah; por terem assassinado os Profetas sem direito algum para o fazerem; e por terem dito: “Os nossos corações estão insensíveis”. Allah lhes selou os corações, pela sua descrença, …”.
A expressão usada para Jesus (as) no Alcorão é muito clara: “Eles não o mataram, nem o crucificaram” é a prova de que Jesus (as) não foi morto, independentemente do método utilizado para este fim.

Fonte: Jesus voltara – Harun Yahya – Traducao: M. yiossuf Adamgy

Bauces, Allah ma’ak