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Uma carioca no Egito
Olá, pessoas. Sou a Lu, e com uma grande honra aceitei o convite da Barbrinha para postar algumas fotos e contar um pouco da minha viagem ao Egito.
Eu e meu marido conhecemos o Egito em Dezembro de 2007. A nossa meta era visitarmos o Egito e a Jordania durante as férias de natal e ano novo. Em tudo passamos quase duas semanas por lá… e queremos absolutamente voltar!
O impacto inicial foi muito forte. Já desde antes da viagem, o Egito não me pareceu aquele lugar super “fácil” e imediato para os turistas. Um exemplo: o nosso hotel oferecia transfer para os hóspedes. Tive que mandar uns 12 e-mails e mais uns 4-5 faxes (os últimos deles até bem ameaçadores _risos_ pedindo-implorando-rezando de joelhos para que eles realmente fossem nos buscar, já que todos os voos internacionais para o Cairo são noturnos, e chegamos lá por volta das 2:30 da madrugada). Nenhum e-mail jamais fois respondido, mas, pasmem, tinha um ‘hominho’ nos esperando lá no aeroporto.
Uma outra coisa que me chamou logo a atenção é que as pessoas, quando recebem um casal jovem, logo logo perguntam se são casados. O bellboy do hotel logo nos perguntou. Vi que as pessoas ficam um pouco chocadas e/ou surpresas quando vêem que um casal dorme junto, mas não é casado. Na época não éramos casados, mas tratei logo de comprar uma aliança de lata, numa loja de souvenir, e daí em diante sempre diziamos que éramos casados. A pergunta foi feitas várias vezes… até pelo motorista de táxi! Quando eles percebem que um homem e uma mulher que estão juntos são casados, eles ficam até mais aliviados J… mas daí muda a pergunta: querem saber se temos ou se/quando teremos filhos J
Também decidi voluntariamente usar um foulard de seda na cabeça e sempre levava comigo uma blusinha que cobrisse todo o meu braço. No meu primeiro dia no Cairo, eu sai com os cabelos descobertos e com uma camiseta de meia manga. Me senti um pouco fora do lugar, abri a bolsa e comecei a me cobrir ali mesmo no meio da rua. Algumas mulheres sorriram e houve até quem aplaudiu! Para meu espanto vi algumas turistas do norte da Europa andando de shortinho e camiseta de alça.
Para algumas pessoas pode parecer radical, mas cobrir os cabelos e usar uma túnica de tecido ou uma blusa que cubra todo o braço, não mata, näo dói e a gente não causa escândalo nos nossos anfitriões. Além do mais eu acho que a gente se sente mais protegida e menos invadida pelos olhares de curiosidade e até de reprovação.
Nossa experiência no Cairo:
O segundo dia como turistas foi bastante estressante. Inicialmente tive a impressão que eu odiaria o Egito, os egípcios e tudo mais.
Compramos um pacote turístico no hotel, que incluía a visita às pirâmides de Giza e também à Esfinge. Resolvemos comprar esse pacote com o hotel, justamente porque (inocentemente) achamos que sendo um hotel 5 estrelas, nós estaríamos livres do famoso “mercado dos turistas”. Mas eu estava muito enganada!
Na hora marcada o motorista veio nos pegar. Inicialmente pensamos que ele era o guia, mas no meio do caminho vim a saber que ele era só o motorista, e que perto das pirâmides ele nos “entregaria nas mãos do nosso guia”. Era bem difícil se comunicar em inglês com o motorista, mas ele foi o meu professor de fonética de inglárabe (inglês + árabe): P é pronunciado como B, TH è pronunciado como Z, então palace era pronunciado como balaz, passaport como basbort e assim por diante J [aliás o segredo do sucesso é saber dosar um inglês falado mais ou menos para conseguir conversar com os locais]
Antes de chegar às pirâmides o motorista nos levou ao famoso “Museu do Papiro”. Nada mais é do que uma loja de souvenir, onde os vendedores pegam um ramo da planta de papiro e mostram como fazem o papiro de verdade. Oferecem “egyptian hospitality”, ou seja, muitos cházinhos, coca-cola, água, suco… tudo “de graça”, porque no final da tal apresentação começa a encheção para vender muitos papiros. E o detalhe: você mostra um papiro pequeno e o vendedor vem com um papiro enorme e caro, tentando te convencer que vai ficar lindooooooo na parede da sua sala. Conseguimos sair de lá vivos, e tendo gasto o mínimo possível, em dois papiros muito pequenos. Sem contar que levamos meia hora somente para nos livrarmos da insistente oferta de papiros caros.
Chegando às pirâmides: o motorista finalmente nos colocou nas mãos do nosso guia, que imediatamente nos “revendeu” para o homenzinho que aluga camelos, que por sua vez, na volta ainda nos levou no bazar dele e tentou nos vender de tudo! Na verdade, o motorista poderia muito bem ter nos levado até as pirâmides de carro, mas é claro que ele deve ter ganho alguma comissão.
Finalmente vimos as famosas pirâmides e a Esfinge. Mas posso dizer uma coisa? Eu acho que esperava muito mais. Construíram um aglomerado urbano enorme, que chega bem perto dos monumentos.
Mas foi bom estar ali, montada em cima daquele camelo (quando o bichinho levanta, a gente tem que se segurar bem e colocar todo o corpo para trás… e eu fiquei morrendo de medo de pagar o maior mico e cair lá de cima). Apesar desses monumentos estarem cercados de bairros ao redor, foi bom imaginar tudo o que significou as pirâmides para o mundo antigo, para o mundo moderno e, enfim, pensar que mais um sonho de viajante estava sendo realizado: pisar noo Egito.
Depois desse dia de “assalto ao turista”, ficamos mais espertos, encontramos um motorista particular muito honesto e querido e a nossa viagem se transformou em um oásis [devo acrescentar que quando voltei ao hotel, fiz um escândalo e me devolveram parte do dinheiro da excursão]. Ficamos mais dois dias no Cairo, mas esperando o que nos aguardaria na viagem para a região do Monte Sinai.
Foto no centro de Nuweiba (cidade às margens do mar vermelho)
Nilo Cairo – a primeira vez que vimos a parte urbana do rio Nilo, pela janela do táxi
Vendedora ambulante de pães: é bastante corriqueiro ver pessoas com esses tabuleiros vendendo pães (Giza – Cairo).
O transito sempre engarrafado e caótico do Cairo
Essa foi a historia da Lu, a proxima pode ser a sua, mande sua historia no Egito para o e-mail: barbrinhanasarabias@hotmail.com
Beijos e fiquem com Deus
A tamara eh realmente a arvore da vida, pois oferece alimento, abrigo e muito mais.
Como deve ser prazeroso quando os viajantes do deserto, apos semanas de viagem, areia, ceu azul e sol forte avistam a primeira palmeira verde em um oasis.
Endemica no norte da Africa, na peninsula Arabica e nas regioes secas da Asia, as palmeiras carregam a promessa de vida, sombra e alimento.
As palmeiras talvez sejam as arvores mais antigas cultivadas pelo homem e tem ajudado a sustentar tribos nomades e fixado pessoas do deserto desde os tempos mais remotos.
Restos de tamaras foram encontrados em escavacoes da Era Neolitica, entre 7 a 8 mil anos atras, foram encontradas tambem nas tumbas de faraos e reis.
Nos tempos modernos, durante o mes sagrado do Ramadan, as tamaras sao tradicionalmente a primeira coisa que se consome para quebrar o jejum.
Um sinal da importancia que as tamaras tem na rica historia do mundo arabe, eh a imagem de uma palmeira no Brasao da Arabia Saudita, acima de duas espadas cruzadas.
A palmeira pode crescer ate atingir a altura de 25 metros. Como a maioria das palmeiras de sua especie, ela nao possue galhos, apenas folhas verdes fortes e longas, chegando a ter mais de 5 metros de comprimento. Sob boas condicoes, uma tamareira saudavel pode produzir ate mil tamaras por cacho, pesando 10 quilos ou mais. Cada tamareira pode produzir de 8 a 15 cachos por ano.
Existem algumas variedades de tamaras, porem as mais comuns sao as tamaras amarelas e as vermelho claro, pois sao as mais cultivadas.
Quando secas as tamaras tornam-se marrom escuras ou pretas. Nesse estagio elas contem 50% e acucar, 2% de proteina, gordura e minerais.
Os maiores paises exportadores sao Egito, Arabia Saudita, Ira, Iraque, Libia, Argelia, Tunisia e Marrocos.
No Egito a regiao do oasis de Siwa eh conhecida por ter uma das melhores tamaras do pais.
Fora dos paises produtores e dificil encontrar tamaras frescas, porem tamaras secas ou desidratadas podem ser adquiridas em muitos supermercados e lojas ao redor do mundo.
Das tamaras faz-se tambem muitos doces, geralmente combinados com marsipan ou amendoa. O maamooul, por exemplo, eh um delicioso doce, cujo recheio eh feito de tamaras.
As tamaras podem ser disceminadas por sementes ou por mudas. Os produtores utilizam-se das mudas para cultivo comercial da mesma.
A tamareira tem que crescer 4 ou 5 anos antes de fruitificar. Elas alcancam a maturidade apos dez ou quinze anos e sem mantem produtivas por varias decadas. Sabe-se que existem algumas palmeiras de mais de 150 anos de idade.
As tamareiras sinalizam a presenca de aguas preciosas em regioes deserticas pois, sempre existe uma boa fonte de agua ao redor da regiao em que se encontram as tamareiras, atraindo nao so o homem, mas tambem todos os tipos de animais do deserto e passaros.
Quando os camelos estao se aproximando de um oasis, ficam tao felizes quanto seus donos pois, ambos sabem que encontrarao comida e agua.
Beijos e fiquem com Deus
Esta chegando o mes Sagrado dos Muculmanos.
O Ramadan!!!
Nele os muculmanos jejuam do nascer ao por do sol.
Eh um mes lindo, magico e abencoado.
Comecarei uma serie de posts sobre ele aqui no blog, assim voces acompanharao todos os dias, junto com as mudancas que esse acontecimento faz na vida islamica!!! Como eh a preparacao, o significado do jejum, o desjejum, as festas, etc…..Aguardem!!!!
Beijos e fiquem com Deus
Eu quanto cheguei aqui tambem fiquei nessa duvida, se as mulheres se consultavam com medicos ou com medicas. E a resposta para isso eh:
Com os dois, tem gente que prefere homens, tem umas que preferem mulheres, isso nao so para a ginecologista, mas para qualquer outra especialidade.
Falando de ginecologista, a maioria ainda prefere as mulheres, pois se sentem mais a vontade e mais livres. Eu particularmente, sempre preferi mulheres, mesmo antes de me tornar muculmana. Mas isso eh escolha pessoal.
O que eu acho mais interessante aqui eh, a quantidade de cesarias realizadas, e com anestesia geral….sim eu disse geral……no comeco eu nao entendia o pq, mas perguntando fui descobrindo.
Pausa…Segundo medicos, a anestesia geral em partos, so deve ser utilizada em emergencias, caso de vida ou morte, e mesmo assim o bebe deve ser retirado em questao de segundos, pois a anestesia pode passar pra ele pelo cordao umbilical e ele nascer anestesiado, alguns podem pensar que nasceu sem vida…..Deus nos livre….…Despausa.
Ao saber disso, tive um pavor em ter um filho aqui, mas ai me explicaram o pq.
Muitas mulheres nao querem ser atendidas por homens, e na sala de parto, nao tem como controlar isso, entao para que elas nao vejam a cara do medico, ou enfermeiro que esta presente, elas preferem a anestesia geral, assim dormem e nao veem nada. Diga-se de passagem, nem o proprio filho que acabou de nascer. Muitas falam que foram as ultimas a conhecer seus bebes.
Antigamente, o uso de anestesia geral em partos era mais comum, hoje, gracas a Deus voce pode escolher entre a peridural e a geral.
Bom mesmo eh parto normal, mas cada um tem o direito de escolher como quer ter seu filho, ou muitas vezes nao, a cesaria tem que acontecer e pronto!!! Sou a favor do parto natural.
Outra coisa que nao acontece muito por aqui, eh o exame de rotina para as mulheres. So acontece se voce pedir, caso contrario nao eh feito. Se voce esta com alguma infeccao, olham para sua cara e te passam um remedinho, sem antes investigar que bacteria que eh, ou sei la o que. Nesse ponto o Brasil esta de mil a zero.
Muitas mulheres tiveram sua ultima visita quando ganharam seus filhos. Ja vi muitas com filhos de 11 anos que nunca mais voltaram ao consultorio medico. Mas sei que, infelizmente, isso tambem acontece no Brasil.
Uma coisa interessante, eh que em qualquer consultorio que voce va, todos eles possuem ultrassom na sala, entao voce nao precisa ir ao laboratorio e depois retornar para poder saber se esta tudo ok, ja ve por la mesmo.
Achei uma medica muito boa por aqui, gracas a Deus.

Beijos e fiquem com DEus


























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