A mulher por aqui….

Depois do post do \”homem da luz\”, surgiram varias duvidas e esse eh um post para esclarece-las.

Eu sei que vou comecar a semana esquentando o blog, mas acho que tem assuntos que temos mesmo que conversar, mesmo sendo polemicos. Agradeco a todas que participam expondo os seus pensamentos e sempre usando do maior respeito para com todos, e aquelas que ainda nao participam, sintam-se a vontade!

Uma mulher aqui, NUNCA pode receber outro homem em casa caso esteja sozinha. So entra outro homem na casa se o marido ou outra pessoa do sexo masculino e da familia esteja dentro, caso contrario nao.

As vezes pode o zelador entrar junto com o homem, mas a mulher nao fica no mesmo comodo que eles.

No meu caso eh um pouco mais complicado, pq:

Sou estrangeira, nao entendo o idioma perfeitamente, e nao tenho familiares nenhum aqui, entao nunca abro a porta pra ninguem, fora que sou de Sao Paulo, entao junta o medo, so para cooperar.

Se estou com problema na maquina de lavar, por exemplo, tenho que explicar para ele, e ele explica para o homem, fica parecendo aquele telefone sem fio….kkkkkkkk……se nao conseguirem entender, eu vou la e falo diretamnete com o homem, mas antes tentamos esse caminho.

Eu ate acho pratico, pois normalmente estou em casa com roupas mais ” a vontade” e para receber alguem, eu tenho que mudar toda a minha roupa, o que me da a maior preguica….hehhehe

Quando vem amigos muculmanos e egipcios visitar o marido, a mulher nao participa da conversa, ela leva as coisas na sala e vai para outro comodo tambem, se usa hijab, ela so aparece vestida com ele, se eles trazem as mulheres, eh mulher de um lado e homem do outro, tudo devidamente separado!!!

Essa parte eh algo que nos deixa de boca aberta, mas nao tem como, por mais que se tenha um marido “um pouco mais moderno”, o pais inteiro tem essa mesma acao, quem esta te visitando tem mae, e muitas vezes irmas, e elas nunca ficaram juntas com os amigos do marido, filhos ou irmaos, entao nao serei euzinha que vou por minha cara da Medina, saiu de campo e vou fazer outras coisas.

Maridex, eh bem tranquilo quanto a isso, as escolhas de ficar ou nao na sala sao minha, mas prefiro deixa-los tranquilos. Ate pq sei que existe papo de homens e papo de mulheres, cada um deve ter o seu limite e sua privacidade.

Muitas mulheres sofrem com isso, principalmente as que sao estrangeiras e nunca tiveram esse tipo de pensamento, ou nunca pensaram sobre isso. Elas acham um absurdo, uma falta de consideracao e por ai vai, e EU PENSO que eh por isso que muitos casamentos com arabes e mulheres ocidentais sao complicados. Nao estou dizendo todos, mas uma grande parte sim.

Muitos dao muito certo, outros nao, pois a diferenca cultural eh grande. Eu sei que muita gente passa por aqui, e so le os posts nao comenta e sei que muitas dessas sao casadas, ou pretendem casar com homens arabes e muculmanos. Nao quero deixar ninguem com a cabeca quente e nem jogar balde de agua fria, mas eh bom pesar antes as coisas do que ir seguindo o instinto do amor. Voce deve saber ate onde vai seu limite, para conseguir aguentar a pressao de mudanca de postura. E se voce estiver disposta a enfrentar todos os problemas que aparecerem, tenho certeza que nao ira se arrepender, normalmente os arabes sao otimos esposos.

Eu quero fazer um post especial sobre isso, se voces tiverem alguma duvida, deixem aqui que vou montando um post, ok?

Eu recebi esse comentario no post \”Barbrinha e suas gafes\” que por sinal, esta tendo otimos comentarios  e quero deixar o que a Samis escreveu para que possamos pensar e colocar todo o pensamento aqui e continuarmos com esse assunto:

Olá meninas …Juro que não quero gerar polemica,eu admiro e acho muito legal as pessoas admirarem e respeitarem os costumes arábes e a forma como lidam com a criação dos filhos ..mas só uma pessoa como eu que fui criada assim sabe como é .
Barbara voce teve sorte de encontrar e se casar com um rapaz que tem uma mentalidade aberta,te respeita e sabe que voce tem o direito de decidir tudo na sua vida .
Meninas a maioria das mulheres árabes não tem a opção de decidir nem o futuro marido quiçá se vai estudar ,ou viajar ou qlq coisa …
Os filhos são criados com bons costumes?com certeza ,mas a maioria despreparados para enfrentar a realidade do mundo..
eu dou muito mais mérito para quem consegue dar uma boa educação para os filhos em um pais como o brasil ,e nós sabemos que não são poucos os pais que se dedicam e conseguem…

Samis

“Samis, se voce puder nos ajudar ainda mais, sera sempre bem-vinda. Beijos e fique com Deus. Barbrinha”

Participem ai!!!!

Beijos e fiquem com Deus

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14 Responses to “A mulher por aqui….”


  1. 1 Fernanda França 14 de julho de 2008 às 13:17

    Gosto muito dessas conversas. É bom abrirmos a mente para entendermos o outro. Se não compreendemos, pelo menos respeitamos e esse é o grande passo para o mundo não ter mais guerras, não é?
    Gostei de conhecer sobre a cultura árabe, mas, sinceramente, não sei se me sentiria bem nela, minha querida. Quando morava nos Estados Unidos, por exemplo, houve uma vez em que me senti péssima. Era uma festa de americanos e brasileiros (ocidentais), todos brincando com as crianças, todos misturados em ambientes (homens e mulheres amigos conversando) e em determinado momento eu, que estava com umas amigas brasileiras, fui procurar meu marido. Lá estava ele, conversando com os homens. Muitos eu já conhecia, era amiga deles. E cheguei dizendo “oiiii pessoal”. (Sou muito brincalhona, sabe?).
    Pois bem, havia um muçulmano entre eles, que parou de falar na hora, olhou com uma cara horrível pra mim, todos ficaram quietos e meu marido e os amigos ainda tentaram ser simpáticos depois, mas o clima pesou e eu saí. Pedi licença e saí. Me senti um trapo humano.
    Na verdade, eu o respeito. Mas ele não me respeitou. A festa era ocidental, não oriental. Se eu estivesse em seu país, eu o respeitaria e não mudaria “as regras”. Mas ele, em ambiente ociental, com metade de brasileiros e metade de americanos, foi muito grosso, pelo meu entender. O respeito precisa ser das duas partes, não é?
    Sou uma mulher comunicativa, sou jornalista, falo com muitas pessoas todos os dias, adoro o contato com as pessoas e conhecer culturas diferentes, acho riquíssima a troca de experiências e não poderia me privar das amizades masculinas ou femininas. Não sei, me parece uma restrição (ou imposição) muito grande. E não me acho ‘desrespeitadora’ por isso. Sempre fui tão “careta”, tão correta, tão fiel, entende? Tenho valores, isso que importa.
    Espero que não se ofenda, minha amiga. Só foi minha opinião. Por isso eu respeito, mas quando me imagino numa situação assim, acho que eu morreria de infelicidade, entende?
    Um beijo enorme e cheio de respeito, admiração e carinho,
    Fê.

  2. 2 Fernanda França 14 de julho de 2008 às 13:18

    (Desculpe pelo tamanho do comentário, desculpe!!!)

  3. 3 barbrinha 14 de julho de 2008 às 13:41

    Oi Fer,

    Isso mesmo, se todos soubessem conversar como a gente, essa violencia que o mundo esta, nao existiria.

    Eu concordo com voce, eh bem complicado de se ter esse tipo de relacionamento, ate mesmo quando estamos numa reuniao de familias, mas aqui eh um caso a parte, voce nao pode aparecer e nao pode conversar com os homens.

    No comeco eu estranhei muito, hj levo de um modo mais tranquilo, como se eles estivessem querendo falar algo em particular…kkkkkk

    Muitas vezes eu e maridex, damos varias gafes, pois ele vai onde esta as mulheres e eu vou onde estao os homens, simplesmente para dizer um oi, assim como vc. Mas muitos logo fecham a cara, entao saimos de mansinho.

    Gracas a Deus, meu marido nasceu e morou no Brasil e essa faz toda a diferenca em nosso casamento. Quando estamos “entre os nossos”, ou seja brasileiros ou de outra nacionalidade, que nao seja os egipcios, estao todos reunidos, homens e mulhres, sem separacao, mas qdo estamos com egipcios, nao tem como, temos que nos separarmos.

    No Libano eu nao vi isso, as mulheres e os homens estao sempre juntos, eh logico que num certo momento, os assuntos vao virando mais seletivos, e ai eh hora de cada um ir para o seu canto, mas ninguem te manda sair ou faz cara feia, eh algo natural.

    Como nao estou no meu pais, tenho que dancar conforme a musica, nao vou colocar a minha cara na Medina e nem mostrar como eles podem ou nao estar enganados, faco minha parte e vamos que vamos.

    Maridex evita esse tipo de reuniao em casa, eu o deixo a vontade para trazer quem ele quiser aqui, mas eu sei que por dentro ele se sente mal, por eu nao poder estar junto.

    Isso eh o resultado de anos e anos de namoro…hehehhehhe

    Muito obrigada pelo seu comentario e te espero sempre aqui…..

    Beijos e fiquem com Deus

  4. 4 falcao007 14 de julho de 2008 às 14:01

    Tenho que tirar o chapéu pra você, pois você respeita e entende a cultura de onde esta vivendo, é complicado, ainda mais para as Brasileiras que vivem uma onde de liberdade e conquistas. Aqui eu já não escuto mais aquele papo de casamento entre as mulheres, hoje elas pensam mais na carreira, em estudar, aprender a dirigir, ter o seu próprio carro e evitar o máximo a dependência de um homem, sem contar, que se casou e não esta dando certo é cada um para o seu lado e segue a vida, muito complicado essa mudança tão radical, mas é como você diz “tem que dançar conforme a música”, às vezes a gente já estranha os costumes de um estado para o outro aqui no Brasil, quem dirá de um País para o outro.

  5. 5 daniela 14 de julho de 2008 às 15:02

    Oieee Fofissíma, nossa cada dia se torna mais interessante ler seu Blog. Tinha uma visão completamente errada do islamismo, porém graças a vc estou ampliando meus pensamentos, é claro, melhorando a cultura, de forma certa. Quando me perguntarem, poderei responder não com senso- comum, mas com conhecimento. Estou adorando tudo.Bjssss.

  6. 6 Fernanda 14 de julho de 2008 às 15:34

    Barbrinha, adoro passar por aqui. Ja to ficando repetitiva neh? mas eh verdade! Realmente as diferencas culturais sao enormes e vc ta certa, a gente tem que dancar conforme a musica. Sabe que tem dia que eu to meio egipcia? hahaha…eu adoro ficar a vontade em casa, e se algum amigo do meu marido bate a porta, eu ja vou pro quarto, fecho a porta, vou ler meu livro, assitir tv, internet, qq coisa, mas nao to a fim de me trocar e nem de ouvir o papo deles kkkkk. Ah, coloquei la o que eh o best man ok? beijinhos!

  7. 7 barbrinha 14 de julho de 2008 às 16:53

    Luis,

    Muito obrigada pela sua participacao, e eh sempre bom ver como anda a cabeca dos homens hoje em dia. Acho que vcs tambem estao assustados com tudo isso neh?

    Eu ainda acredito que o casamento eh uma das melhores escolhas que vc pode fazer na vida, a sociedade cobra tanto, coloca tantos impecilhos, que nos comecamos a ter medo, mas depois vc ve que nao tem coisa melhor.

    Muito obrigada pelas suas palavras…..

    Abracos,

    Daniela,

    A casa eh nossa….sempre……..

    Beijos

    Fernanda,

    Eu fui aprender isso aqui, pois tem papos que a gente nao se encaixa neh? Como tem papos nossos que eles tambem nao se encaixam, entao…como diria a filosofa brasileira da moda….Ado Ado Ado, cada um no seu quadrado”….heheheh

    Muito obrigada pela visita, e ja vou la ler o que vc escreveu…tambem gosto muito do seu cantinho…..

    Beijos e fiquem com Deus

  8. 8 Beth Q. 14 de julho de 2008 às 22:37

    Já li alguns livros como: A Princesa, As filhas da Princesa, O Livreiro de Cabul, O Caçador de Pipas, etc… que mostram tudo isso que você escreveu, sobre a separação dos homens e mulheres e de que muitas vezes as próprias mulheres muçulmanas, principalmente a nova geração, ficam insatisfeitas com isso, pois querem fazer parte das conversas e trocas de idéias. E mesmo porque com a globalização todas já sabem que isso é muito comum no mundo ocidental e moderno.
    Realmente vocês se amam muito e se entendem bem por serem brasileiros, mas imagino que deva ser muito difícil quando um dos cônjuges é de nacionalidade diferente.
    Tudo de bom é o que lhes desejo sempre.
    Beijos

  9. 9 Beth Q. 15 de julho de 2008 às 4:13

    Eu de novo!
    Já viu esta notícia que saiu hoje nos jornais?


    Seg, 14 Jul, 10h14

    Riad, 14 jul (EFE).- Dois jovens sauditas foram condenados a 120 chicotadas cada um por incomodar e assediar uma mulher em um centro comercial da cidade de Jidá, no oeste da Arábia Saudita, informou hoje a imprensa local.
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    A sentença foi ditada neste domingo por um tribunal islâmico de Jidá, dois dias depois de uma mulher acusar os dois jovens de a terem seguido e incomodado em uma rua e em um centro comercial da cidade.

    O jornal “Al-Eqtisadiyah”, que não divulga nomes, diz que a mulher, de 30 anos, acusou os dois jovens de terem usado um aparelho que emite raios para destacar algumas partes de seu corpo.

    A Arábia Saudita tem uma sociedade tribal muito conservadora, onde pessoas de sexos diferentes ficam separadas em espaços públicos e são comuns punições com flagelação contra homens acusados de cortejarem mulheres. EFE”

    É, a coisa é muito séria por estas bandas!
    E pelo visto, se os homens não andam na linha também são castigados, né?!

  10. 10 barbrinha 15 de julho de 2008 às 9:21

    Beth,

    Muito Obrigada pelas palavras……

    Qdo sao de culturas diferentes fica mais dificil mesmo, e na hora da paixao nao adianta falar nada, pois dificilmente eles ouvem……eu sempre torco para que todos deem certo.

    Muitos homens ja se juntam as mulheres, mas eh bemmmmm pouco por aqui…..no Libano ja eh normal, homens e mulheres juntos……

    Na Arabias Saudita, penso eu que eles levam mais serio essa aproximacao, aqui os homens tambem nao mexem com as mulheres (muculmanas com veu), pq com quem esta sem veu, eh terrivel….eles mexem mesmo. Nao sei qual eh a punicao aqui e se ela existe……

    Muito obrigada pela noticia, eh sempre bom ter varios meios de informacoes….

    Beijos e fiquem com Deus

  11. 11 Uma Brasileira nas Arábias 15 de julho de 2008 às 9:40

    Barbrinha,
    Olha, eu aqui não senti uma diferença tão grande. É claro que no início, é diferente sim e esta história de marido brasileiro faz toda a diferença.
    Quantas vezes no Brasil eu ficava conversando com minhas amigas e meu marido, com os dele? É uma questão de ver as coisas com um outro olhar…
    Claro que às vezes, eu cometo várias gafes, muitas delas iguais às que você conta aqui, mas as pessoas têm que entender que somos de outra cultura e que se temos tolerância para a cultura deles, também deveriam nos respeitar e ensinar o certo para aquela situação. Ser grosseiro, como a Fernanda disse aí em cima, não ajuda em nada e na verdade, só piora a a situação. Por isso que as pessoas ficam com esta imagem equivocada sobre os árabes, mas muitos deles já são mais “mente aberta”.
    Eu também tenho meus dias de não querer me misturar, mas também gosto de estar com meu marido conversando em um grupo sem me sentir obrigada a sair. Só que aqui é como vc disse: temos que dançar conforma a música. E tudo na vida é uma questão de adaptação, né? Bjs.

  12. 12 barbrinha 16 de julho de 2008 às 10:18

    Paty,

    Eu tambem gosto de ter meu espaco com minhas amigas, entao tem a hora de ficar todos juntos e a hora de separar……tem conversa que eh soh de mulher neh?…kkkkkk

    O problema de alguns arabes serem grosseiros eh isso, pois simplesmente deixa que as pessoas realmente achem que todos sao assim….mas sei que a Fer, nao tem esse pensamento, sabe que eh um caso isolado….heheheh

    Beijos e fiquem com Deus

  13. 13 Uma Brasileira nas Arábias 16 de julho de 2008 às 19:23

    Com certeza! Eu só usei como exemplo. 😉 Bjs.

  14. 14 Rose Sousa 16 de agosto de 2008 às 16:20

    Ola, tenho procurado ler muito sobre esta cultura, tenho um namorado virtual que é medico, e ele e do Egito da cidade Rayhid, acho que é assim que se escreve…ele vem em outrubro me conhecer, segundo ele, ele e moderno, e as coisas não funcionam assim tão radical como eu leio, mas to tom tanto medo que não sei o que vou fazer. ele vive dizendo que quer casar comigo, ele sabe que tenho um filho de 6 anos, e tambem diz que quer constituir familia, mas tenho medo de privaçoes, a mãe dele e medica e o pai tambem, os irmãos e irmãs são todas formadas, segundo ele ele é de familia tradicional do Egito, e muito ricos, mas não sei como agir, não sei o que fazer, o pior de tudo é que me sinto muito atraida por ele, ele é muito educado, fino, requintado, eu sou uma mulher simples, trabalhadora,,,o que vc me diz sobre essa situação, o que vc pode me dizer sobre os egipcios, e seu comportamento no cansamento…tenho muito medo de ser maltratada..tenho medo de ser humilhada…me de uma orientação vc e suas experiencias com seu maridex… beijos te aguardo ,,, me ajude…moro no Brasil em João Pessoa-PB.
    beijos

    Rose Sousa


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